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7 de junho de 2010
ela finge
e a outra, por pensar saber fingir,
finge também
a verdade é que não existe o mundo dela
sem ela
e nem o contrário
mas preferem não falar nada
[vai que a outra descobre?
5 de junho de 2010
Cem razões Sem razões
Renascem e morrem
em todas as voltas,
_ vidas.
_ todas.
_ fragmentadas.
[Pra quê viver pela metade?]
Quero mais é sentir o mundo
de uma só vez (e me engasgar).
E dilacerar todo meu peito
em paixões cem razões.
Intensamente sinto
e vivo
nas consequências-mil
as ilusões após a meia noite.
17 de maio de 2009
o tom sem sentido
sempre traz um sentido
pra quem lê
dói na alma
insensível,intocável
mas mesmo assim
toca e sente
Que quando eu enlouquecer...
Quero que sobrem só as boas maneiras
e que venham todas as manias que transbordam a razão
Sim, só as que transbordam!
Piscar os olhos compulsivamente
até cairem os cílios
Dizer que amo
tudo
absolutamente tudo
em você
Limpar os móveis seguidas vezes
até furar
E depois
colar
odiar
e restaurar
Até que tudo
pareça
normal
20 de abril de 2009
Talvez se eu trocasse...
Talvez se eu trocasse
os sim's pelos não's
E parasse de juntar
pedaços de papel
com frases sem nexo
Não enlouqueceria nos seus
e meus
pensamentos
16 de abril de 2009
Talvez se eu gritasse...
Talvez se eu gritasse
teria todo o mundo nas minhas mãos
e poderia te convencer
dos meus absurdos
completamente aceitáveis
É que a minha esfera de influências não é
nem um pouco
maior que o meu quarto
E isso faz
tudo
ficar mais difícil
9 de abril de 2009
Porque nem tudo tem que ter motivo
Nem tudo tem que ter motivo
eu não só respiro
inspiro e expiro
e ninguém nunca me perguntou o porque disso
Me fragilizo
sinto a minha dor e a sua
e não devia ser assim,
porque não devia ter dor
Não sou dona da verdade
mas certa queria ser
pra ler no vento o futuro que não te garanto
e assim poder me despir da minha falsa calma
Mas a vida é fácil,
agente que complica
( Te juro!)
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Paty Morais
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"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
"Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Lispector, Clarice.
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